Redes Sociais e Ensino
A popularização do acesso
a internet surge na década de 1990, neste contexto que a noção de rede social –
grupo de pessoas que se agregam por compartilhar o mesmo interesse – se
transfere para o ambiente do cyber espaço. A utilização do termo rede social hoje
está tão ligado a internet que é difícil desvincular ao mundo virtual.
Atualmente os mais
populares são o Facebook,
Twitter e LinkedIn ou aplicativos como Snapchat e Instagram. O conceito de rede
social não é novo, foi estudado pela sociologia para analisar como acontece a
interação entre indivíduos desde o final do século XIX. Por este motivo é
terreno fértil de observação e extração de conteúdo de estudo sobre o
comportamento de certos grupos sociais.
Estas ferramentas têm
suscitado discussões sobre controle social, falta se segurança e privacidade.
Entretanto, as mesmas redes são utilizadas por pessoas que desejam construir
conhecimento por meio de discussão e atividades colaborativas. Muitos
professores usam as redes sociais virtuais para finalidade didática, alunos
fazem pesquisas e as vídeo aulas são cada vez mais populares. Vale lembrar que
manifestações politicas foram organizadas e divulgadas no Facebook e Twitter.
Hoje há uma série de ferramentas para coleta de
dados das redes sociais, e muitos cursos de Etnografia em "Redes
Sociais, Análise de Redes e Monitoramento". Um
exemplo recente é o curso oferecido pelo Instituto Brasileiro de Pesquisa e
Análise de Dados (IBPAD), intitulado: Análise de emoções nas mídias
sociais: a etnografia como método de pesquisa para este campo de estudo.
Já compreendemos que mesmo com a distancia física
podemos aprender, ensinar, coletar informações e realizar pesquisas.
Entretanto, sabemos que o contato face a face é mais significante do ponto de
vista da interação social que as interações sociais. Muitos estudiosos
acreditam que estas socializações são fruto de uma individualização exponencial
do sujeito, como consequência do processo civilizatório. Em verdade não há
consenso se as redes sociais estreitam ou agregam as relações sociais, por este
motivo, devemos fazer o uso com parcimônia, já que o isolamento social tem
impactos negativos sobre o individuo. De qualquer maneira, a utilização das
redes está em processo de aperfeiçoamento, assim como o ensino a distancia
(EAD).
Deixando de lado estas discussões teóricas,
vejamos um exemplo de utilização do Facebook com êxito na aplicação de
aulas de matemática. A profissional atenta que o as redes fomentam a autonomia
dos alunos, mas o papel do professor ainda é o mais importante. Qual sua
opinião? Porque não criamos um perfil no Facebook do nosso conteúdo de aula
para interação com os alunos?
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